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Verbos no Pretérito Perfeito, tempo de juntar famílias!

 

Novamente os verbos!! Desta vez trabalhámos o Pretérito Perfeito do Indicativo!

No mesmo molde das sessões sobre o Presente do Indicativo, começámos com uma mini-lição. Aqui, conversámos todos e chegámos a algumas conclusões. Primeiro percebemos que há um passado mais recente, mas também que há um mais longínquo e descobrimos que não lhe chamamos passado. Assim sendo, àquele passado mais recente, como aconteceu há pouco e ainda está "fresquinho" é o perfeito. O outro passado, aquele mais longínquo, já envelheceu um pouco mais, "já ganhou pó", diziam eles... já não está assim tão perfeito, está então imperfeito. Surgiu um nome para cada um destes: Pretérito Perfeito e Pretérito Imperfeito. Percebemos a diferença, mas trabalharemos apenas (para já) o Pretérito Perfeito!

Tal como com o Presente, a partir daqui, conjugamos verbos nas diferentes conjugações no Pretérito Perfeito do Indicativo e demos vários exemplos. Identificámos o radical e as terminações, algumas exceções e irregularidades.


Na aula seguinte, fizemos 3 grupos de 8 alunos, para cada um jogar ao jogo de cartas "Junta a tua família" (Fiz 3 baralhos diferentes para poderem jogar novamente com cartas/verbos diferentes).

🃏 Cada baralho é composto por 48 cartas, que corresponde a 8 famílias;

🃏 Em cada baralho há dois verbos da 1ª conjugação, dois verbos da 2ª conjugação, dois verbos da 3ª conjugação e dois verbos irregulares (de qualquer conjugação);

🃏 Para iniciar o jogo, cada jogador recebe 4 cartas;

🃏 O objetivo de cada jogador será construir famílias, ou seja, ter 6 cartas de um mesmo verbo conjugado no Pretérito Perfeito em cada uma das pessoas;

Por exemplo, como aqui nesta imagem, a família do verbo estudar.

🃏 Um jogador pede aos restantes uma carta para tentar completar uma família. Por exemplo "Alguém tem o NÓS CHORÁMOS?" ;

🃏Se algum dos colegas tiver a carta pedida deve entregá-la, e o jogador que ganhou a carta continua, e pede outra;

🃏 Se nenhum dos outros jogadores tiver a carta pedida, ele deverá pescar no baralho das cartas que sobrou. Se tiver a sorte de lhe ter saído a carta que tinha pedido aos colegas, volta a jogar, se não passa a vez para o colega do lado;

🃏 Quando algum jogador consegue completar uma família deve alertar os outros jogadores e mostrar uma carta de cada vez, conjugando o verbo em voz alta e guarda a "família" em cima da mesa;

🃏Se algum jogador ficar sem cartas e houver ainda cartas disponíveis, deverá pescar uma.

🃏Ganha aquele que conseguir completar mais famílias.


Pode descarregar AQUI o documento com a possibilidade de construir 3 baralhos.

Verbos no Presente do Indicativo, vamos praticar!

 


Aulas de português com sabor a gramática! Estamos a aprofundar o estudo dos verbos.

Hoje foi o dia de compreender o tempo Presente (do Indicativo) e conjugar os verbos de acordo com as várias conjugações.

Poderia ter pedido aos meus alunos para conjugar verbos sem fim, no caderno, mas de certeza que seria muito aborrecido e pouco proveitoso para a maioria. Sendo assim, lá magiquei uma atividade que pudesse ser motivadora, divertida e que lhes permitisse compreender regularidades e memorizar terminações.

Sendo assim, na primeira aula, em modo “mini-lição”  neste caso, a partilha era sobre o que já sabíamos até então sobre os verbos. A partir daqui, conjugamos verbos nas diferentes conjugações no Presente do Indicativo e demos vários exemplos. Identificamos o radical e as terminações e também que há exceções e irregularidades.

Na segunda aula, distribuí a cada um dos alunos, um cocas diferente, com 8 verbos no Presente do Indicativo (2 da primeira conjugação, 2 da segunda conjugação, 2 da terceira conjugação e 2 irregulares) e sublinharam as terminações em cada verbo. 

Depois jogaram dois a dois:

❤Cada um, de acordo com o número que o colega escolhia no cocas, dizia que verbo ele teria de conjugar e vice-versa.

❤ Numa folha branca cada um fazia a conjugação do verbo que lhe tinha calhado.

❤ Com a ajuda do cocas, faziam a autocorreção.

❤Cada um apontava na sua tabela de monitorização, o verbo no infinitivo, a conjugação e se tinham acertado ou não.

❤ Depois, mudavam de par.

 Exemplo de um dos cocas (são 24 😊):




Incentivar à escrita



Cada grupo terá um baralho com várias cartas de ideias para escrever, o objetivo será praticar a escrita promovendo o espírito crítico e criativo.
O baralho tem vários temas (com 6 propostas de cada):
📌 O que aconteceria se ...
📌 3 novas utilizações para...
📌 Vou prever...
📌 Comenta o ridículo...
📌 Ao contrário...
📌Tenho a solução...
📌 Quais são as perguntas....
📌 Pontos em comum...
📌 Devantagem...
Cada par tira uma carta aleatoriamente e escreve sobre esta. No final, faremos a partilha em turma!

Ditado comentado na prática...

 


Este tipo de ditado não serve como avaliação, mas como momento de aprendizagem! Com ele, os alunos terão oportunidade de relembrar regras, ajudando-se!

O melhor será ser realizado a lápis para que cada um possa corrigir quando necessário.

O texto a ditar não deverá ser muito longo, uma vez que a sua exploração leva algum tempo. Quanto mais focados e concentrados estão os alunos, melhor serão os resultados. Assim se justifica que não deverá ser um texto exaustivo.


COMO É NA PRÁTICA?

Dita-se frase a frase de forma clássica. Cada aluno efetua o registo do que ouve, em silêncio. Quando se acaba de ditar uma frase pergunta-se se alguém teve dúvidas, em alguma palavra. Quem tiver, levanta o dedo e diz qual a seu dúvida. 

Hoje, por exemplo, um dos meus alunos perguntou : "Decidiu acaba em o ou u?". 

De seguida, quem quiser ajudar, para dar uma pista, coloca o dedo no ar e o amigo com dúvida escolhe quem vai comentar. 

A resposta foi: "Decidiu acaba com ditongo?" Deu exemplos e fez comparações: "Compara com a palavra pátio. Se separares pátio por sílabas obténs pá-ti-o, a última sílaba é "o", e a regra é que as palavras que acabem com o som "u", escrevem-se com "o". Mas isso não acontece quando é um ditongo, onde cada vogal mantém o seu som: ei, ai, ui, iu, oi... Então agora divide a palavra decidiu. de-ci-diu. Acaba em ditongo?". 

Depois dessa troca, poderão ainda outros alunos darem outras ajudas sobre essa palavra caso necessário.

Os alunos da turma, verificam, consoante as regras e motivos enumerados, se escreveram bem. Quando recorrem a uma ajuda, sublinham a palavra (para eu perceber que precisaram de ajuda e se foram capazes de escrever corretamente).

Realiza-se esta prática ao longo do ditado, perguntando no final de cada frase, se há dúvidas e se alguém quer comentar.


VANTAGENS:

- A troca entre pares é muito rica. Ambos ganham! O que precisava de auxílio, com a ajuda de um amigo que aplica uma linguagem semelhante a dele e se torna por vezes mais percetiva para eles, e de certeza mais significativa, vai conseguir ultrapassar a sua dificuldade e memorizar de forma mais eficiente a regra ou estratégia para obter melhores resultados na ortografia. Enquanto que, para aquele que explica e dá o seu parecer também é muito benéfico. Estrutura o seu pensamento, ao verbalizar organiza e resume o que sabe, ganha consciencialização, aliás a melhor forma de aprender é sem dúvida, ensinando!

- Os alunos recordam estratégias, técnicas e regras estudadas anteriormente mas que não estavam ainda completamente adquiridas. Assim, solidificam os seus conhecimentos, conseguindo aplicá-los melhor posteriormente noutras situações.


INTERESSANTE no id&ias em prática